Informes Científicos

Doenças Alérgicas

Informes Científicos. Julho de 2005

Interação Genética e Ambiente

Aeroalérgenos e Doenças Alérgicas

Os aeroalérgenos ocupam um papel importante na patogênese da asma e rinite alérgica. Dentre os alérgenos domiciliares destacam-se os ácaros da poeira doméstica, os animais domésticos, as baratas e os fungos.
Ácaros domésticos são aracnídeos que sobrevivem na poeira doméstica, alimentando-se de restos de pele humana e restos de alimentos. Sobrevivem bem em ambientes úmidos e quentes.
A maioria dos estudos demonstra melhora clínica da asma quando o paciente é retirado do ambiente com altos níveis de alérgenos. O controle da população de ácaros na poeira doméstica pode ser conseguido pela combinação de capas em colchões e travesseiros, lavagem das roupas de cama com água quente, remoção de estofados e carpetes. Na impossibilidade da remoção de carpetes, sua aspiração intensiva e o uso de acaricidas e agentes desnaturantes são de grande efetividade. Devido aos benefícios do controle ambiental da contaminação com ácaros, em asmáticos sensibilizados, as medidas de higiene devem ser rotineiramente recomendadas e relembradas a cada consulta.

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Marcadores Tumorais

Informes Científicos. Junho de 2005

O que são?

Marcadores tumorais são substâncias que podem ser encontradas em quantidades acima do normal no sangue, urina e tecidos do corpo de alguns pacientes com certos tipos de câncer. Um marcador tumoral pode ser produzido pelo próprio tumor ou pelo corpo, em resposta à presença do câncer. Testes para marcadores tumorais podem ser realizados junto com outros testes ou exames de imagem, para detectar e diagnosticar alguns tipos de câncer. Tais testes não devem ser utilizados sozinhos, pois a maioria dos marcadores podem ser encontrados em níveis elevados em pacientes que tem condição não cancerosa, e ainda, por que nenhum marcador tumoral é totalmente específico para um tipo particular de câncer. Também, nem todos os pacientes com câncer têm um nível elevado de marcador tumoral, isto é especialmente verdadeiro nos primeiros estágios do câncer, quando níveis dos marcadores tumorais estão freqüentemente na faixa normal. Embora o uso de marcadores tumorais para diagnosticar o câncer ainda esteja limitado, pesquisadores estão procurando por marcadores que sejam cada vez mais específicos para um determinado tipo de câncer e que possam ser utilizados para detectar a presença do câncer antes dos  primeiros sintomas.

Médicos podem-se utilizar das mudanças nos níveis do marcador tumoral para acompanhar o curso clínico da doença, para medir a eficácia do tratamento e para verificar a reincidência do câncer. Em alguns casos, o nível do marcador tumoral reflete a extensão da doença (estágio) ou indica o quão rápido a doença parece progredir (prognóstico).

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Infectologia: Toxoplasmose

Informes Científicos. Maio de 2005

O dilema da interpretação correta da sorologia em gestantes quando a dosagem de IgM é positiva.

Para muitos clínicos e obstetras, ainda é valido o conceito de que a presença de IgM, numa reação sorológica para toxoplasmose feita em uma gestante, traduz infecção aguda e de que o feto, por conseqüência, corre o risco de ser infectado e apresentar malformações de graus variáveis.

Com a possibilidade de obter informações médicas pela Internet, as gestantes que apresentam uma reação de IgM positiva também podem, em decorrência da qualidade dos textos científicos, ficar mal informadas e extremamente ansiosas quanto à possibilidade de transmitir a infecção para o bebê.

O conceito de que a presença de IgM é sinônimo de infecção aguda, no entanto, consiste num paradigma que precisa ser eliminado, a partir do momento em que médicos e gestantes tomem conhecimento de que, em razão do aumento de sensibilidade da metodologia empregada, a IgM pode ser detectada por períodos longos, até superiores a 24 meses, a partir do início da infecção. Essa positividade, portanto, é considerada residual e não representa nenhum efeito nocivo para o feto.

O desconhecimento desse novo conceito faz com que o médico inicie o tratamento da gestante por toda a gravidez, usando medicação não isenta de efeitos colaterais de modo desnecessário, com custo emocional elevado para a paciente e financeiro para o serviço de saúde como um todo.

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Papilomavirus Humano HPV

Informes Científicos. Abril de 2005

HPV é a abreviatura utilizada para identificar o Papilomavirus Humano, causador do condiloma acuminado (do grego kondilus = tumor redondo, e do latim acuminare = tornar pontudo), também conhecido como crista de galo ou verruga venérea. Pode ainda ser responsável por doença subclínica e estar associado a lesões pré-malignas e mesmo a algumas neoplasias intra-epiteliais.
Atualmente, a infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV), é a doença sexualmente transmissível viral mais freqüente na população sexualmente ativa.
A caracterização desses virus como agentes causais das verrugas humanas, foi feita pela primeira vez em 1907, e o primeiro papilomavirus foi isolado de coelhos por Richard Shope, em 1933. Apesar destas primeiras descobertas, somente após o advento da virologia molecular nos anos 70, pôde-se conhecer melhor esse virus.

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Antígeno Prostático Específico

Informes Científicos. Março de 2005

Em 1.971 foi caracterizada uma molécula reconhecida como componente antigênico do plasma seminal humano, cujo gene pertence à família do gene da calicreína humana, localizada no braço longo do cromossomo 19. Somente em 1.979, essa molécula foi nomeada de antígeno prostático específico (PSA), sendo exaustivamente estudada, culminado a partir de 1.981, com pesquisas a respeito de sua ligação com o câncer de próstata.

O câncer de próstata é o segundo mais diagnosticado depois do de pele, na população masculina, no mundo ocidental, com uma incidência mundial, que parece estar aumentando anualmente cerca de 2 a 3%. É a segunda mais comum causa de morte por câncer, após o de pulmão, na população masculina americana, com taxa de mortalidade duas vezes maior em homens negros que em brancos. Embora amplamente reconhecida a necessidade de diagnóstico precoce, quando a doença está ainda confinada à glândula, na maioria dos homens já está na fase avançada, quando do diagnóstico. Foi com a intenção do diagnóstico precoce que as dosagens de PSA, uma vez disponíveis, foram intensamente utilizadas nos últimos dez anos.

Ocorre que durante este período o conhecimento da biologia do tumor, bem como o comportamento do seu marcador, o PSA, avançaram grandemente, tornando-se necessária uma revisão dos conceitos iniciais, bem como uma mudança na metodologia analítica do marcador.

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